Em um ano Lula, recebe R$ 112 mil adicionais do PT

Partido diz que gastos extras foram declarados ao TSE “conforme a legislação”

Foto: Ricardo Stuckert/assessoria
Foto: Ricardo Stuckert/assessoria

A prestação de contas entregue pelo PT ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no período de um ano, cerca de R$ 112 mil adicionais do partido, além de seu salário, oriundos de recursos próprios da legenda.

O PT diz que o valor é uma ajuda para pagar parte do aluguel da casa onde Lula vive com a esposa, Rosângela da Silva, a Janja, em São Paulo. O ex-presidente se mudou de seu apartamento em São Bernardo dos Campos para uma casa na zona oeste da capital paulista em 2021.

A informação sobre os valores extras pagos ao petista foi publicada nesta sexta-feira (22) pelo portal Metrópoles e confirmada pela CNN com base nas notas apresentadas ao TSE.

O PT confirmou os gastos e disse que eles foram informados à Justiça Eleitoral “conforme a legislação”.

As quantias extras para o aluguel, identificadas pelo PT como “adiantamentos diversos” e “outras despesas com pessoal”, passaram a ser pagas ao ex-presidente em maio de 2021, inicialmente no valor de R$ 7.000 por mês. Atualmente, a ajuda mensal é de R$ 9.000.

Segundo o PT, o partido decidiu “arcar com parte das despesas de aluguel de um imóvel residencial em São Paulo” para proporcionar a Lula “as condições adequadas para exercer suas atividades com segurança e privacidade, receber interlocutores e realizar reuniões, com instalações para as equipes de assessoria, comunicação e apoio”.

O PT afirma ainda que os gastos extras com Lula são feitos mensalmente com “recursos próprios”, ou seja, com dinheiro oriundo de doações ao partido por pessoas físicas ou parlamentares.

Os salários, por sua vez, são de recursos do fundo partidário.

Lula é presidente de honra do partido que ajudou a fundar em 1980 e recebe um salário de R$ 23.202 por isso.

Os pagamentos ao petista ocorrem desde 2020. Ele deixou a prisão em novembro de 2019 depois de ficar 580 dias preso em Curitiba devido a condenações na Lava Jato. Os processos foram anulados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em abril de 2021. O petista voltou a ficar elegível desde então.

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